quinta-feira, 24 de abril de 2008

Fury of The Sunwell and Beyond: na Insider Interview

Foi realizada, pela Blizzard Europe, uma entrevista com o WoW lead producer, J. Allen Brack, e com o Art Director, Chris Robinson , aonde foi falado sobre o patch 2.4 e aquele outro assunto que eu adoro, WotLK! Vou citar algumas das coisas que achei mais interessantes, e comentar um pouco:
  • Sunwell Plateau foi feita da mesma maneira como naxxramas, do ponto de vista que seria a "última" instancia do jogo, a que daria um fim a história da expansão, mas com muitas evoluções ja que eles aprenderam com naxxramas, que apesar de muito bem feita e lore full, era muito grande e muitas guildas nem chegaram a fazer metade dela antes da chegada da expansão. Assim, SWP foi feita em escala muito menor(mesmo porque naxx era 40-man e SWP é 25-man) mas mantendo todo o gameplay e a conclusão da história que o jogo merecia.

  • Northrend está sendo um verdadeiro desafio para os designers, pois alem de estar saindo daquele visual todo futurista e vasto de outland, também é preciso criar vários itens que sejam bem "northrendy", coisas que vai olhar e pensar: -Esse cara esteve em northrend. Foi citado como exemplo um machado feito de uma mandíbula de dragão, coberto com espinhos e couro, alguem bem típico do visual Nórdico de Northrend .

  • Ao chegar em uma das duas starting zones(Howling Fjord e Borean Tundra) o jogador já terá contato com o principal vilão da história, diferente do que aconteceu com The Burning Crusade, aonde uma história confusa te levava a pensar em vários possíveis vilões. Assim todos chegaram as costas de Northrend ja com a ideia de Arthas sendo o arch-inimigo de todos e dando um motivo melhor para lutar contra a Scourge.

"Do you want a piece of me?"

  • Foi citado que eles criaram uma tipo de transporte aquático diferente desta vez. Uma tartaruga com um deck montado em suas costas será o transporte mais rápido entre algumas zonas de Northrend, relembrando a "tartaruga návio" usada no Warcraft II pelos orcs.

Similar, mas diferente

Como podemos ver, o wotlk está a todo vapor e daqui a pouco tempo ja estares vendo uma versão beta (open beta plox!!) e felizmente com instancias e raids mais bem feitas ja que os produtores da blizz estão aprendendo com seus "erros" (eu não chamaria naxx exatamante de erro, mas que foi bem mal calculada foi).

E uma ultima notícia acaba de surgir vinda do forum. Bornakk(um dos gms mais conhecidos e respeitados) afirmou quem a blizz não vai fazer aquela velha história de transformar seu char lvl 70/80 em um death knight, este será um char diferente e sem relação nenhuma com o primeiro, e ele deve começar em um lvl proximo do 70, pois como afirmou Bornakk: "Blizzard wants them to be able to get into Northrend a little faster". Com isso ja podemos ter uma ideia que o Death Knight deve começar por volta do lvl 65, ao invez de 55 como pensado anteriormente, mas tudo pode mudar de uma hora pra outra pois eles são a blizz e sempre fazem isso.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Uwe Boll pwned e WoW Movie

Uwe Boll, famoso (lol) diretor de péssimas adaptações dos jogos para as telonas, como Bloodrayne e Alone in the Dark, demonstrou interesse de produzir um filme sobre World of Warcraft. A resposta da Blizzard?

"We will not sell the movie rights, not to you ... especially not to you."

Em claro português, "Não iremos vender os direitos de filme, não para você... especialmente não para você".

PWNED.

Depois de Hideo Kojima (que negou já há algum tempo qualquer possibilidade de um filme sobre Solid Snake... anyway, WTF, os jogos são praticamente filmes!), é a vez da Blizzard confirmar que uma comunidade inteira (a mais lucrativa btw) odeia esse cara. Sinceramente, eu ainda não sei como algumas empresas ainda vendem os direitos sabendo que quem trabalhará na adaptação será... Uwe Boll.

Quanto ao filme de World of Warcraft, o que sabemos é: 2009, CG e humanos. Pelas informações que foram divulgadas na Blizzcon 2007 (a edição 2008 vem aí, quem sabe mais informações não são divulgadas?), o filme será lançado em algum dia de 2009, pelas mãos do estúdio que produziu Beowulf (eu já disse como esse filme é graficamente incrível?) e será ambientado um ano antes de World of Warcraft.


Imagem conceitual de Teldrassil

WoW se passa 4 ou 5 anos após os eventos de Warcraft 3, período este que a própria Blizzard define como um hiato onde "as novas alianças se dissolveram". Sabe-se também que o filme será pela perspectiva dos humanos, com um novo herói ("novo", talvez um herói que ainda não esteve sob a luz dos holofotes...).

Particularmente eu gosto da teoria de que o filme seria sobre o conflito da Scarlet Crusade/Argent Dawn, o paladino Mograine e seus filhos, Naxxramas e a espada Ashbringer (inclusive, há uma série Machinima chamada Tales of the Past que mostra isso). A luta contra a Scourge como pano de fundo de uma tragédia épica em família me parece uma excelente idéia, ainda mais agora que Wrath of the Lich King está para sair.

Fontes: BlizzCon 2007, Uwe Boll (MTV) e Uwe Boll (WoWInsider)

terça-feira, 22 de abril de 2008

Tolkien - O Senhor do RPG

Fim do século XIX. Era mais um dia de verão escaldante nas terras africanas pertencentes ao império britânico, mais especificamente na Cidade do Cabo, África do Sul. Muitos ingleses desembarcavam por essas terras tentando a sorte nas oportunidades que elas ofereciam, principalmente riquezas minerais como ouro e diamante. Até aí nada de especial, exceto por um certo casal que também tentava a sorte como os outros, mas acabaram na verdade gerando um tesouro, um dos maiores escritores de todos os tempos, John Ronald Reuel Tolkien.
Arthur Tolkien e Mabel Suffield, pais de Tolkien, casaram-se na Cidade do Cabo e pouco tempo depois mudaram-se para Bloemfontein onde em 3 de janeiro de 1892 nasceu o pequeno John e dois anos depois, seu irmão Hilary. Entretanto, as coisas não estavam indo muito bem e Mabel e as crianças tiveram que retornar para a Inglaterra em 1895. No ano seguinte, a família passa por um terrível baque: a morte de Arthur Tolkien.
Tolkien ingressa na King Edward's Grammar School e anos depois recebe outro terrível golpe, sua mãe morre de diabetes em 1904, quando Tolkien tinha apenas 12 anos. Órfãos, John e Hilary, acabam indo morar com uma tia, na cidade de Birmingham. Quatro anos mais tarde, John vai estudar em Oxford, se destacando desde cedo.
Em 1914, começa a Primeira Guerra Mundial. Isso não impediu que John se formasse e ganhasse vários prêmios de lingüística e que também se casasse em 1916 com Edith Bratt, uma amiga de infância. Nesse mesmo ano, foi convocado a servir na guerra, indo para a França como segundo-tenente do 11° Corpo de Fuzileiros de Lancashire, exercendo o cargo de oficial sinalizador do batalhão. Lá, ele teve a "febre das trincheiras" fazendo com que retornasse à Inglaterra. Enquanto estava doente, começou a escrever "O Livro dos Contos Perdidos" que serviu de base para o "Silmarillion". Logo depois, nasce seu primeiro filho, herdando o seu próprio nome.
Em 1918, Tolkien retorna aos campos de guerra, só retornando para Oxford quando ela terminou, em 1919. No ano seguinte, seu segundo filho nasce e ele torna-se docente de Língua Inglesa na Universidade de Leeds, tornando-se catedrático anos depois. Por fim, ainda teve mais dois filhos. Christopher, herdeiro e organizador do legado do pai, e Priscilla, a única menina.
Tolkien então começa a escrever o Hobbit que foi publicado em 1937. Por sugestão do editor, Tolkien começa a escrever uma continuação que acabou se tornando a sua mais famosa obra: "O Senhor dos Anéis". Ele finalizou o livro doze anos depois de ter começado a escrevê-lo, mas só foi publicado anos mais tarde, em 1954.
Mas o que essa obra tem de tão especial e importante?
Tolkien introduziu um novo mundo, criaturas, plantas, tudo com um detalhamento impressionante. Povos distintos com suas peculiaridades, crenças, temores, virtudes. Criou línguas, religião, uma geografia impressionante inclusive desenhando mapas. Ele não escreveu um épico e sim, uma verdadeira história. A herança que essas histórias e contos deixaram podem ser vistas em muitos livros, filmes, jogos e falando deste último, ele serviu de inspiração para as bases do Role Playing Game, o RPG.
É inegável a magnitude da obra deste grande escritor que com seus grandes livros (Hobbit, O Senhor dos Anéis, Silmarillion, entre outros...) fez e ainda faz parte da vida de muitas pessoas ao redor do mundo.
John Ronald Reuel faleceu em Bournemouth, aos 81 anos de idade, em 28 de Agosto de 1973. Descanse em Paz, Mestre Tolkien.

Texto originalmente publicado no site RPG-Aqui

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Objection!

É muito difícil encontrar um gamer que nunca jogou um adventure. Sim, adventures, point & click games, aqueles joguinhos de "falar com todo mundo, examinar tudo quanto é canto e permutar seu inventário com os personagens pra avançar no jogo", er... admita, você já fez isso. Exemplos memoráveis são os jogos da Lucas Arts (eles fizeram praticamente todos... Monkey Island, Sam and Max, Grim Fandango, The Dig, Indiana Jones, Full Throttle...), as séries Myst, Gabriel Knight, Broken Sword, etc.


FMV extraída do jogo


É um gênero que já teve seus altos e baixos como qualquer outro: era bastante expressivo no final da década de 80 com Maniac Mansion e Day of the Tentacle (quando socar mil diálogos na tela com uma imagem estática de fundo era um excelente jogo), ressurgiu com os kits multimídia e jogos como Syberia e Phantasmagoria que utilizavam cenas filmadas como diferencial, e influenciou decisivamente na criação dos Survival Horror que tanto jogamos com Alone in the Dark, Resident Evil, Dino Crisis, etc.


Animações Random


Atualmente os adventures passam por uma excelente fase graças aos muitos jogos que têm saído, sobretudo para NDS e, mais recentemente, para Wii. Pode-se dizer que é tudo graças aos recursos que os dois consoles oferecem, algo muito próximo do mouse e teclado que até então tornavam os jogos praticamente exclusivos aos computadores. E é justamente de um jogo desse gênero que eu falarei ("ué, ainda não começou?" :O).



Phoenix Wright, ou Gyakuten Saiban no Japão, foi lançado originalmente para GBA já há algum tempo e continua recebendo novos episódios até hoje, já contando com quatro jogos, sendo os três primeiros para GBA (Phoenix Wright: Attorney at Law, Phoenix Wright: Justice for All e Phoenix Wright: Trials and Tribulations), e remakes dos três primeiros, mais um inédito pro NDS (Apollo Justice: Ace Attorney, que saiu este ano) e uma nova série recém anunciada (Miles Edgeworth: Perfect Prosecutor).


Bota na cabeça!


Você é Phoenix Wright, um advogado de defesa, e deve, bem, obter o veredito inocente para seus clientes. Para isso você precisará obter evidências, ouvir testemunhas, examinar o local do crime e, claro, gritar "Objection!" na corte várias vezes, hehe. Na verdade, pelo menos na versão de NDS, você realmente fala "Objection!", "Take that!" (quando apresenta uma evidência) e "Hold it" (quando pressiona uma testemunha) e o jogo reconhece. A história gira em torno de Phoenix, ou Nick pros íntimos, que é um advogado recém-formado ainda sob orientação de Mia Fey, a dona do escritório de advocacia. Aos poucos novos personagens são introduzidos, amigos e rivais de Nick. Cada caso é um caso (literalmente), mas uma história é construída sutilmente do começo ao fim, resultando no último caso onde vários elementos de todos os casos anteriores são relacionados. A versão de DS ainda inclui um caso bônus, onde as evidências podem ser examinadas sob diferentes ângulos, girando-as e aproximando-se com zoom. Por exemplo, a primeira evidência deste caso é uma carteira, examinando-a melhor você abre a mesma e descobre a identidade do dono.


Um pouco de Jazz


O jogo em si é muuuuito simples, gráficos sem grandes atrativos, talvez exceto pela semelhança a animes e artworks inusitadas; música muitas vezes ausente, exceto em partes-chave como o julgamento (aqui a música é realmente rox); e jogabilidade baseada em menus, sim, menus. Pra falar a verdade, o jogo é basicamente ler texto, o que pode ser pra maioria um tédio total e irão parar jogar nos primeiros 5 minutos. No entanto, há quem goste desse tipo de jogo, ou que simplesmente queira dar um tempo no "mais do mesmo" que impera atualmente.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Juntando-se à horda

Assim como nosso excelente piadista MaDZ, sou mais um oriundo da putrefada RPG-A que aceitou a oferta do Spider (que possivelmente estava bêbado no momento que fez o convite)



Meus posts provavelmente serão sobre coisas nerds como quadrinhos, livros, cinema ou jogos. Talvez alguma outra trivialidade desinteressante que eu não consigo imaginar no momento.

Infelizmente não tenho nenhuma proeza ou truque para chamar atenção no momento. Mas um dia aprendo a dar uma cambaolhota para trás enquanto cantarolo a música tema do antigo seriado do Batman.

E todas minhas fotos são NWS, então tentem pensar em algo fofinho no lugar.

Quando teremos uma cauda?

Depois da tentativa de nos darem o gostinho dos poderes dos nossos heróis mais rápidos, fortes, engraçados e loiros, surge uma nova esperança.

É pessoal...saiu um novo MOD de Dragon Ball chamado Dragon Ball Source.

"WTF?!? Source?? Quer dizer que agora fizeram Dragon Ball pra engine do Half Life 2???"

O rly?? Como será que você descobriu?

Depois de 3 anos aguardando(pelo menos eu) da PreKnow, o MOD "jogável" finalmente saiu ontem.


  • Para a nossa tristeza o MOD que era SinglePlayer agora é Multiplayer.
  • Cada personagem têm o seu set específico de ataques, diferente daquela palhaçada genérica do Earth Special Forces onde todo mundo tinha 2 ataques diferentes e o resto igual.
  • Inicialmente existem 2 modos de jogo: "King of the Hill" e "Capture of the Dragonballs"
  • A Saga dos Sayajins(Singleplayer) que estava sendo desenvolvida para este MOD foi separada em um pacote diferente que está disponível para download.
  • Os time de desenvolvimento do MOD anunciou que a Saga de Freeza(Singleplayer) terá novos personagens e mapas. O foco principal das mudanças no próximo release será nas transformações. A lista dos personagens dessa saga não foram decididos ainda, mas serão por volta de 15 à 20.
Segue um vídeo dos nossos "amecuxos" brincando na versão 0.1.3:


Quem quiser entrar na brincadeira também pode baixar o MOD do site oficial: Dragon Ball Source v 0.1.4

SRAMU DANKU PWNZ


Sramu Danku, vulgo Slam Dunk, é um mangá sobre basquete criado por Takehiko Inoue, mangaká que até hoje enrola para dar continuidade ao excelente Vagabond.

Slam Dunk tem como protagonista Hanamichi Sakuragi, um bad boy cuja capacidade de conquistar garotas é notável... pelo seu fracasso. Entre foras e confusões com sua gangue, Hanamichi acaba conhecendo Haruko-san, uma adorável garota pela qual ele imediatamente se apaixona. Haruko pergunta para Sakuragi se ele gosta de basquete, e este para tentar impressioná-la se autoproclama gênio do esporte.

Ele, então, se alista para o time de basquete do colégio Shohoku que é capitaneado por Takenori Akagi (já havia brigado com ele antes), irmão mais velho de Haruko, um gigante de quase dois metros que é "carinhosamente" apelidado de Gori, uma alusão a gorila. Além dele, outro novato, Rukawa (craque do basquete) se inscreve para o time. O problema todo é que Haruko e a maioria das outras meninas do colégio são apaixonadas por Rukawa e por conta disso Sakuragi o detesta, sendo seu maior rival.

Outros personagens relevantes são: Anzai, o técnico do time; Ryota, armador do time; Mitsui, também do time; Ayako, a ajudante do treinador; e os grandes amigos de Sakuragi: Mito, Noma, Ohkusu e Takamiya.

Ainda não comentei que Sakuragi é péssimo no basquete, capaz de dar cabeçadas na tabela ao tentar fazer uma cesta, dar enterradas na cabeça de adversários. Entretanto, não lhe falta força de vontade e com o passar do tempo e com muito treino ele acaba se aprimorando e se tornando peça-chave do time como rei do rebote e demonstrando uma garra inigualável.

Em suma, o mangá é isso, uma história de superação, emocionante, com muito bom humor (várias e várias passagens hilárias) que vale muito a pena ser comprado. Ele já terminou de ser publicado aqui no Brasil, com uma excelente qualidade pela editora Conrad e é composto de 31 volumes de aproximadamente 200 páginas no valor de R$9,90. No Japão, a série chegou a alcançar 100 milhões de exemplares vendidos.

Ele também foi adaptado para anime com 101 episódios e 4 OVAS com interlúdios em relação à saga. Esses episódios não acompanham o mangá até o fim, indo um pouco além do meio da história.